Os investimentos das construtoras nesse campo estão ficando para trás de outros setores. Essa falta de maturidade em questões cibernéticas pode ser explicada pela ausência de regulamentações, mas também pela falta de preparo. 74% das empresas do setor imobiliário não estão preparadas para ataques cibernéticos. Outro ponto importante é que a falta de conscientização dos funcionários também gera vulnerabilidade, o que abre caminho para ataques cibernéticos.
O setor contrata muitos trabalhadores temporários, que nem sempre dominam as questões cibernéticas. A indústria também tem um fluxo de caixa muito grande. Ele representará 15 bilhões de dólares até 2030. A indústria global deve crescer 42%. Isso pode sugerir que as empresas pagariam mais facilmente em caso de ransomware Outro elemento importante é que a indústria tem recursos importantes que fazem os olhos dos atacantes brilharem: dados estratégicos.
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É o caso, por exemplo, durante a construção de usinas nucleares ou hidrelétricas. Esses canteiros de obras são altamente estratégicos para um estado ou um concorrente. O setor imobiliário tem uma quantidade interessante de dados pessoais, o petróleo do século XXI. Informações confidenciais ou financeiras, dados de funcionários ou clientes são interessantes para um hacker. Por fim, o setor está em meio a uma transformação tecnológica (realidade virtual, robótica, Machine Learning), essa transformação é tanto uma força quanto uma fraqueza. Uma fraqueza porque nem todos os equipamentos estão adequadamente protegidos. Essa transformação aumenta a pegada digital e, com ela, a superfície de ataque das empresas de construção.